A corrente Articulação de Esquerda se reúne neste sábado para definir sua participação no evento do dia 5. O grupo critica a aliança do partido com lideranças conservadoras em Sergipe.
A convenção conjunta entre o PT e o PSD, marcada para o próximo dia 5 em Aracaju, não contará com a presença de boa parte dos petistas sergipanos. A corrente Articulação de Esquerda (AE) do PT se reunirá no próximo sábado para decidir se participará ou não do evento político, que reúne lideranças do partido e políticos conservadores.
A Articulação de Esquerda já expressou descontentamento em relação à aliança com o governador Fábio Mitidieri, destacando que essa união não teve seu apoio. Para os integrantes da AE, apoiar a candidatura de Mitidieri e de outros políticos da direita é como endossar a privatização dos serviços prestados pela DESO e o desmonte de áreas essenciais como saúde e educação, além de desconsiderar os direitos dos servidores, especialmente dos professores.
O sentimento entre os membros da Articulação é de que, além de não comparecer à convenção, muitos petistas poderão se mobilizar nas ruas durante a campanha eleitoral, defendendo o voto contra a reeleição de Mitidieri e de todos os que estiverem alinhados ao seu palanque.
“É dar como correta a privatização dos serviços da DESO, é aprovar o desmonte do Estado nas terceirizações da saúde e da educação”, afirmam os integrantes da AE.
Neste contexto, as discussões sobre a convenção do PT e PSD se intensificam, refletindo as tensões internas do partido e a diversidade de opiniões sobre a direção política que o PT deve seguir em Sergipe.
Além das questões políticas, a situação financeira do estado também vem à tona. Recentemente, foi mencionado que o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) voltou a ser alvo de críticas devido aos altos salários de magistrados, com alguns juízes recebendo valores superiores a R$ 100 mil. Esse tema tem gerado debates sobre a gestão pública e a justiça social.
Em outro ponto, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, fez um alerta sobre os riscos que mudanças nas regras de comercialização de gás natural podem representar para o projeto Sergipe Águas Profundas, essencial para o desenvolvimento do estado.
Por fim, a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, defendeu no Tribunal de Justiça a realização de um plebiscito para decidir o futuro da Zona de Expansão, evidenciando a importância da participação popular em decisões que afetam a comunidade.
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