A EXPLOSÃO QUE ABALOU ARACAJU

Casas destruídas pelo impacto da explosão.
Jornal Gazeta de Sergipe nr. 6.760 – 14/04/1981.
No dia 13 de Abril de 1980, um domingo, à 23:45, uma grande explosão deixou a população de Aracaju atônita. A princípio não se sabia de onde vinha tal barulho. Uma multidão correu para a antiga Fábrica de Cimento que se situava na Rua do Acre, imaginando que uma das caldeiras havia explodido. Lá chegando, foram recepcionados pelo vigia que os informou que nada de anormal tinha ocorrido por lá. A explosão de fato ocorreu na Avenida Cotinguiba (Bairro Suissa) atual Edézio Vieira de Melo, mais conhecida depois dessa tragédia como “Avenida da Explosão”.
Um depósito clandestino de fogos de artifício e dinamite, que media 6m x 3,5m, estava localizado no porão da residência de um Sub-Tenente do Corpo de Bombeiros. Além de revender os fogos de artifícios, o Su-Tenente negociava as dinamites com pedreiras e firmas de construção civil. Para tal feito, ele utilizava um veículo Kombi para o transporte dos explosivos, para que ninguém soubesse.
Segundo os jornais, a explosão causou danos num raio de aproximadamente 10km, destruindo 96 casas, somente nas proximidades do depósito de explosivos. Telhados, portas, vidraças, janelas arrancadas violentamente dos caxilhos e móveis causaram ferimentos a 200 pessoas e e deixaram um saldo de 12 mortes(dentre elas um filho e a nora do Sub-Tenente) e 150 famílias ficaram desabrigadas. No Colégio Municipal Freitas Brandão, que fica próximo ao local da tragédia, o telhado de amianto foi inteiramente destruído. No Hospital Cirurgia e na Clínica Santa Helena vidraças foram destruídas, bem como, algumas residências nos Bairros São José, Siqueira Campos e até do Santo Antonio. A residência do Sub-Tenente, que tinha 02 andares) ficou totalmente destruída, bem como os 02 veículos que se encontravam na garagem: uma Kombi e um opala. Ele e a esposa que se encontravam no local, com o impacto, foram jogados para o meio da Avenida bastante feridos. Por um milagre não vieram a falecer. Na noite da explosão, homens do Exército, Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros tentavam resgatar os feridos debaixo dos escombros, contando com a ajuda de populares que conduziam os feridos até as ambulâncias. As Emissoras de Rádio abriram grandes espaços em suas programações para detalhar o ocorrido.
Parte dos desabrigados ficaram alojados na Escola Municipal Freitas Brandão e posteriormente foram remanejados pela COHAB, para casas no Conjunto Assis Chateaubriand (Bugio). O Governo do Estado e a Prefeitura ajudaram na reconstrução das casas.

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