OPINIÃO – Projeções políticas para a sucessão de Estância em 2020

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[*] Álvaro Siqueira

Com o eleitorado cada vez mais independente, consciente e exigente, os pleitos eleitorais tendem cada vez mais a ficarem acirrados, o que não será diferente em Estância na próxima sucessão municipal, que se dará em outubro do próximo ano.

Farei aqui uma análise com um raio-x que as urnas deixaram nas eleições de 2016 e 2018, e o que poderá estar por vir em 2020. Nesse primeiro momento, a um pouco mais de um ano para a peleja, dissecarei através de números e vocês farão suas contas de quem terá maiores chances de vitória.

Em 2016, o atual prefeito Gilson Andrade, PTC na época e hoje sem partido, em uma dobradinha com o ex-prefeito Ivan Leite, que indicou sua esposa Adriana Leite como candidata a vice-prefeita, galgou êxito, obtendo 14.405 votos – o equivalente a 41% dos válidos.

Em seguida, apareceu o então concorrente à reeleição, o prefeito Carlos Magno, PSB, com 11.149 votos – ou 32% dos válidos aproximadamente. Em terceiro lugar, veio o militar Márcio Souza, do PSOL, com surpreendentes 9. 556 votos, que equivaleram a 27,06% e, em último lugar, Titó, com 201 votos.

Naquele pleito, a Cidade do Barco de Fogo tinha 45.834 votantes aptos, dos quais 10.523 não optaram por nenhum dos candidatos, o que, se fosse mais um concorrente, ficaria na frente do candidato do PSOL.

Para termos uma ideia mais clara do que está por vir, quando levamos em consideração os números absolutos e calculamos brancos, nulos e não votantes, o percentual do atual prefeito cai para aproximadamente 32%, seguido por Carlos Magno com 24%, brancos, nulos e não votantes, 23%, e Márcio Souza, 21%. Um fator a ser levado em consideração é que o atual prefeito não obteve 50% dos votos válidos.

Uma pergunta inevitável: será que hoje esse índice se mantém o mesmo? Será que aumentou ou diminuiu? Em 2018, já com 47.471 eleitores aptos, os mesmos grupos se enfrentaram mais uma vez.

O do prefeito, na figura do então senador Eduardo Amorim, PSDB, que concorreu ao Governo do Estado obtendo em Estância 8.118 votos – 28,25% -, seguido de Márcio Souza, PSOL, com 7.929 votos – 27,59% -, Belivaldo Chagas, 7.350 – 25,58% -, e Valadares Filho, 3.371 votos, ou 11,73% dos válidos.

Portanto, essa prévia de 2018, com todo esse equilíbrio, nos traz uma ideia do que está por acontecer: eu mesmo creio que teremos quatro candidaturas competitivas, com plenas chances de galgar êxito em 2020, quando, pelas projeções das últimas eleições, teremos aproximadamente 50 mil eleitores estancianos aptos a votar.

Aqui esboço algumas provocações: será que o casamento político Gilson Andrade/ Ivan leite permanecerá em 2020? O grupo do governador Belivaldo Chagas lançará algum nome para o Executivo Municipal estanciano? Será que o deputado federal Valdevan Noventa também lançará algum nome para o Executivo, ou irá acompanhar algum outro grupo?

E faço mais: o PSL de Estância lançará mesmo um padre? O PSOL, PSB, PT e o PDT sairão realmente juntos, como conjecturou Márcio Souza em entrevista a essa Coluna Aparte? Como a política é uma atividade dinâmica, convém relembrar aqui o ditado de que cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Portanto, que venha 2020 para podermos tirar a prova desse nove.

[*] É funcionário público e estudante de Serviço Social.

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