Dra. Nádia Xavier: mais do que simples tendencia, a corrida é, para muitos, uma terapia

Os maiores de 50 anos e a corrida de rua: nunca é tarde para começar

 

                       

 

A corrida de rua virou moda. A cada esquina, todos os dias, esbarramos com grupos de pessoas ou corredores solitários desbravando a cidade. Mais do que uma simples tendência fitness, no entanto, a prática do esporte virou uma filosofia de vida. Para muita gente, correr pelas ruas da capital sergipana tem sido uma terapia, um auxílio na superação da obesidade e condicionamento físico.

 Para a Advogada Dra. Nádia Xavier, mais do que simples tendencia, a corrida é, para muitos, uma terapia.  Em busca de melhor qualidade de vida, a Advogada  entrou para o Clube de Corrida de Rua, participando de varias corridas de rua e com um currículo invejável na pratica esportiva.
“Nunca é tarde para começar”, esse conselho pode ser perfeitamente adotado por aqueles que acreditam que a idade não é um empecilho para praticar uma atividade física, inclusive a corrida de rua. Desde que sejam observados os cuidados necessários, qualquer pessoa com “anos de estrada” pode calçar um confortável par de tênis e encarar uma prova de curta ou longa distância. E são nesses eventos que é possível notar o crescimento no número de participantes com mais de 50 anos, muitos deles novatos que foram atraídos para o esporte pelo desejo inicial por uma vida mais saudável. Além disso, em comum entre eles há a descoberta de uma nova forma de se relacionar com o mundo e de fazer amizades. Relata a corredora de rua Dra. Nádia Xavier.

Dicas da Dra. Nádia Xavier

A importância de um exame médico detalhado

Que a corrida de rua tem vários benefícios, não há como negar. Mas para chegar até eles é importante buscar uma orientação médica antes de sair por aí correndo. A Dra. Nádia Xavier lembra que os maiores de 50 anos estão numa faixa etária onde surgem as doenças degenerativas, por isso é importante um exame médico mais detalhado do que o realizado nos mais jovens.

– Entre os 50 e 55 anos é um período na vida que ocorre a maior incidência de doenças degenerativas. Para detectar esses problemas, é necessário fazer um exame bem mais detalhado do que o realizado quando se é mais novo. Até o teste de esforço físico é diferente. Nele, o paciente com mais de 50 anos deve ir além do estado de cansaço quando estiver na esteira. Ele tem que ir à exaustão, simulando, assim, uma prova longa. Também é importante verificar o histórico de saúde familiar e se ele apresenta esses fatores de risco: pressão alta, obesidade, estresse, colesterol alto, diabetes e se é fumante. Se ele tiver dois desses problemas, o exercício deve ser realizado de forma gradual. Não dá para sair do consultório e correr uma prova de 5km – afirmou Nádia.

Procurar um Profissional de Educação Física Especializado 

O profissional ira dosar a intensidade dos treinos . A importância do profissional de educação física é extrema, visto que, ele é o profissional habilitado e que tem conhecimento para orientar e prescrever a prática da atividade física e do esporte com segurança e coerência na busca dos objetivos procurados pelo praticante respeitando os fundamentos do treinamento esportivo e da fisiologia do exercício.

Outro detalhe que esse grupo etário deve prestar atenção é a importância de respeitar os limites do seu corpo, pois eles não devem querer impor um ritmo idêntico ao dos mais jovens, pois cada um responde de forma diferente ao exercício.

– Por incrível que pareça, nas provas de curta distância, de 3 e 5km, por exemplo, estão acontecendo mais casos de problemas saúde com os corredores mais velhos (e os jovens menos condicionados, inclusive). Como são provas nas quais os participantes acabam correndo mais próximos uns dos outros, ao contrários das longas distâncias, o corredor sente a vontade de aumentar o ritmo para acompanhar alguém mais veloz. Aí, por conta do “sprint” final, acabam passando mal – alertou a especialista em corrida de rua, Dra. Nádia Xavier .

Por Claudio Vasconcelos

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